domingo, 22 de junho de 2008

As Mortes e as mil Vidas do Pelourinho

Eu andava meio morto...de morte matada, não de morte morrida, como de uma doença grave...morria de morte matada por intoxicação, é, sufocação mesmo da garganta, pele que nem uma lixa, um horror! Mas a cura veio de víeis, erro médico, sabe? Pensaram que eu precisava desse remédio que só tem efeito tópico, uso externo, se é que me entendem... a vida antiga ficou lá dentro e a morte caiada por fora parecendo vida. Tudo ao contrário!
Me abriram mas sem bisturi, sem lâmina fina e destreza de cirurgião doutor. Foi assim meio "no tapa": Ele precisa de espaço, precisa ver gente passando, precisa de divertimento! Ah, é? Então joguemos fora o "lixo", arejemos os quintais, cimento neles! Cores! Você precisa de cores! Precisa de "roupa nova"...
Assim, me reviraram, me "repaginaram" pra eu vender saúde. Fiquei bonito "pra inglês ver".
Eu bem que queria mesmo ficar bonito, mas bonito pra mim, pra meus meninos, pra minha gente, pra meus vizinhos quererem também e a cidade viver com a cara bonita da gente.
Dizem que eu sou bom pra viver, pra morar e pra se divertir. Só queria que me perguntassem antes "como" pra eu puder ser tudo isso pra mim e pra minha gente...

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